quarta-feira, outubro 28, 2009

Seminário com Cintra Torres, na U. de Aveiro, 3 Novembro, 17h30

No âmbito do Mestrado em Ciência Política, a Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da UA promove um novo ciclo de Seminários de Investigação de Ciência Política, entre Novembro de 2009 e Maio de 2010, no total de 12 seminários.
O primeiro, dirigido por Eduardo Cintra Torres, conhecido crítico de televisão, media e publicidade, traz ao debate a relação entre os media e a política.

A 3 de Novembro, a partir das 17h30, na Sala Sousa Pinto do Departamento de Matemática da UA.

Eduardo Cintra Torres é autor de diversas publicações, entre os mais recentes «Debates Presidenciais na Televisão: à Procura de Interesse, Avaliação e Efeitos» (2009), e «Quando a Multidão e o Amor se Encontram na Literatura, Sociologia - Problemas e Práticas» (2009), «Mais Anúncios à Lupa» (2008), «Anúncios à Lupa. Ler Publicidade» (2006) e «A Tragédia Televisiva» (2006). Eduardo Cintra Torres é jornalista desde 1983.

Crítico de televisão e media do Público desde 1996, crítico de publicidade do Jornal de Negócios desde 2003 e comentador de televisão da Rádio Renascença (2001-2005). Actualmente, é assistente na Universidade Católica Portuguesa.

Outras presenças serão Denise Dornelles, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, a 23 de Novembro, Lydia M. Beuman, da Universidade Católica Portuguesa, Miguel Rocha de Sousa, do Departamento de Economia da Universidade de Évora, Ricardo Soares de Oliveira, do Department of Politics and International Relations, Oxford University, Clara Serrano, do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, Pedro Camões e Sílvia Mendes, do Departamento de Relações Internacionais e Administração Pública s da Universidade do Minho, e Pedro Adão e Silva, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.


Fonte: Universidade de Aveiro

Tertúlia «O Marketing e os livros» - 3 Novembro, 21h15

A Associação de Antigos Alunos da Universidade de Aveiro apresenta a Tertúlia «O Marketing e os Livros», que terá lugar no Hotel Moliceiro, no dia 3 de Novembro, pelas 21h15.

Presenças de:
- Frederico Dinis, Fundador da Revista inovar.te
- Manuel Dias da Silva, Autor e Escritor
- Nunes Carneiro, Consultor, Editor e Docente de Marketing
- Paulo Ferreira, Consultor Editorial

Entrada livre.

domingo, outubro 25, 2009

Criatividade e Empreendorismo em debate na UA

Dia 26 de Outubro - 11h
- Vamos falar de criatividade -
criatividade e organização de grupos criativos
sala 23.1.5, Universidade de Aveiro (Entrada Livre)

Dia 26 de Outubro - 17h
- Vamos falar de empreendedorismo - novas formas de pensar o trabalho e o
empreendedorismo
sala da Livraria dos Serviços de
Acção Social da UA, Universidade de Aveiro (Entrada Livre)

«
Enquadramento:
De Masi defende um paradigma que nos pode tornar mais
Humanos. Preconiza a diminuição da carga de trabalho, a
extinção da produção que se baseia na força física humana
devendo esta ser substituída pelas tecnologias. Aos
trabalhadores caberá a realização do trabalho intelectual,
a pesquisa, o trabalho criativo e as experivivências das
manifestações da ludicidade, bem como os trabalhos que
nelas se enquadrem (o que é fantástico!). Para tal, mais
defende De Masi, precisamos de nos educar, tanto no
sentido da própria formação académica, quanto no sentido
dos sistemas sociais e da actividade de cidadania.

As propostas do Professor De Masi são, ainda, conflituosas
com o pensamento de muitos empresários, gestores,
sindicalistas e professores que enquadram a sua actividade
num modelo de sociedade industrial focado nos princípios
da especialização, da estandardização e sincronização como
ele explica de maneira muito interessante citando Alvin
Toffler) no livro da sua autoria sobre "Ócio Criativo" (p.
58, 59, 60).

»

quinta-feira, setembro 17, 2009

Comunidade de leitores da Almedina

10 e 31 de Outubro
MIGUEL REAL – “A Morte de Portugal” (Campo das Letras)

Sugestões paralelas:
A Arte de Ser Português, de Teixeira de Pascoais (Assírio & Alvim)
Portugal. Identidade e Diferença, de Guilherme d’Oliveira Martins (Gradiva)
Labirinto da Saudade, de Eduardo Lourenço (Gradiva)

14 e 28 de Novembro
ALICE VIEIRA – “Bica Escaldada” (Casa das Letras)

Sugestões paralelas:
“Tanta Gente, Mariana” – Maria Judite Carvalho (Europa-América)
“Clarisse”, Erico Veríssimo (Ambar)
“O Mundo”, de JJ MIlás (Planeta)

12 de Dezembro
HELDER PACHECO – “Porto: na Passagem do Tempo” (Afrontamento)

Sugestões paralelas:
“As cidades Invisíveis, Italino Calvino (Teorema)
“A Gente de Dublin”, Joyce (Livros do Brasil e outras)
“As Farpas”, Ramalho Ortigão (Verbo e outras)

9 e 30 de Janeiro de 2010
INÊS PEDROSA – “A Eternidade e o Desejo” (Dom Quixote)

Sugestões paralelas:
Sempre – Vergílio Ferreira (Bertrand)
Contos – de Clarice Lispector (Relógio D´Água)
Um Cão Que Sonha – Agustina Bessa-Luís (Guimarães Editores)

13 e 27 de Fevereiro
LUIS MIGUEL ROCHA – “A Virgem” (Mill-Books)

Sugestões paralelas:
Dissolução, C. J. Sansom (Asa)
A Catedral do Mar, Ildefonso Falcones (Bertrand)
O sentido da noite, Michael Cox (Gótica)

13 e 27 de Março
MARIA ROSÁRIO PEDREIRA – “O Canto do Vento nos Ciprestes” (Gótica)

Sugestões paralelas:
Morreste-me, de José Luís Peixoto (Temas e Debates)
O Mundo, de Juan José Millás (Planeta)
Uma Antologia, William Butler Yeats (Assírio & Alvim)

10 e 24 de Abril
RUI ZINK – “O Destino Turístico” (Teorema)

Sugestões paralelas:
Italo Calvino, As Cidades Invisíveis (Teorema)
Saul Bellow, Ravelstein (Teorema)
Mário Cláudio, Amadeo (Leya)

8 e 29 de Maio
ALEXANDRA LUCAS COELHO – “Caderno Afegão” (Tinta da China)

Sugestões paralelas:
“Equador”, de Henri Michaux (Fenda)
“Deserto”, de J.M.G. Le Clézio (Dom Quixote)
“O Quarteto de Alexandria”, de Lawrence Durrell (Ulisseia)

12 e 26 de Junho
JOÃO PEDRO GEORGE – “Não é Fácil Dizer Bem” (Tinta da China)

Sugestões paralelas:
Luiz Pacheco, «Figuras, Figurantes e Figurões», (O Independente, 2004).
Louis-Ferdinand Céline, «Viagem ao Fim da Noite» (Ulisseia)
Franz Kafka, «A Metamorfose» (Presença)

Informação retirada d' aqui

terça-feira, setembro 15, 2009

Atlas Municipal de Santa Maria da Feira

Apresentação dia 16 de Setembro

A publicação, intitulada “Atlas de Santa Maria da Feira - 35 Anos de Caminho, da Democracia à União Europeia”, vai ser apresentada esta quarta-feira, dia 16 de Setembro, às 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal, após a inauguração de uma exposição de fotografias aéreas do território feirense.

Segue-se uma conferência-debate com a participação de sete convidados. António Rios Amorim vai abordar o tema “Actividades Económicas”, Cardoso da Costa vai falar de “Justiça” e Carlos Martins de “Cultura e Indústrias Criativas”. A área da “Educação” será abordada por Joaquim Azevedo, a “Saúde” por Nunes de Sousa, “Família e Acção Social” por Paulo Peixoto e “Transformação do Território” por Pedro Ribeiro da Silva.

Entrada Livre

Palestra de Lobo Antunes sobre Egas Moniz, em Estarreja

A apresentação de “Confidências de um Investigador Científico", de Egas Moniz, está agendada para o dia 19 de Setembro, sábado, pelas 18h, na Casa Museu Egas Moniz, e contará com a presença de João Lobo Antunes que assina o prefácio desta publicação promovida pela Câmara Municipal de Estarreja.

Egas Moniz… Hoje” é o título da palestra. De notar que o pai de João Lobo Antunes colaborou de perto com Egas Moniz.

Iniciativa inserida no 60º Aniversário da Atribuição do Prémio Nobel da Medicina a Egas Moniz

Muito Riso, Pouco Siso em Vale de Cambra



Muito Riso, Muito Siso


os textos humorísticos da lusofonia
Sáb 19 Setembro, 21h30 - Centro Cultural de Macieira de Cambra VALE DE CAMBRA Fonte: programação D'Orfeu

Eventos a Norte

Apresentação LIVROS

Livro: FONTES SOFISTICADAS DE INFORMAÇÃO da autoria de Vasco Ribeiro

17 Set QUI 18H30 NORTESHOPPING

Nesta obra é analisada a influência das fontes no noticiário político de quatro grandes diários portugueses entre 1990 e 2005. “Estão as notícias políticas, divulgadas nos meios de comunicação social, condicionadas por um suposto novelo governamental? ; As relações públicas apresentam-se como um meio camuflado para controlar a informação ou serão os assessores de imprensa imprescindíveis para um melhor relacionamento entre jornalistas e fontes de informação?”.

Livro: UMA QUESTÃO DE CARÁCTER de Rui Moreira
20 Set DOM 17H00 MAR SHOPPING
26 Set SÁB 18H00 GAIASHOPPING
27 Set DOM 17H00 NORTESHOPPING

Este livro analisa a situação cultural, política e social da cidade do Porto e aponta caminhos e soluções aos seus problemas de imagem e posicionamento.

Livro: ENTRE A CASA E A CAIXA: RETRATO DAS TRABALHADORAS NA GRANDE DISTRIBUIÇÃO Da autoria de Sofia Alexandra Cruz

23 Set QUA 18H30 FNAC STA. CATARINA

O presente livro desenvolve uma abordagem sobre o trabalho feminino das trabalhadoras da linha de caixa de uma grande superfície (hipermercado). Esta análise perspectiva o actual trabalho dessas mulheres em estreita relação com os seus percursos escolares, familiares e profissionais. Esta sessão conta com a presença da autora e apresentação por Bruno Monteiro, Investigador do ISFL e do CIIE.

DEBATE
TODAS AS CIDADES TÊM POLÍTICA CULTURAL MAS UMAS TÊM MAIS DO QUE OUTRAS por Plateia
28 Sety SEG 18H00 STA. CATARINA

Último debate promovido pela Plateia acerca das políticas culturais no âmbito europeu, nacional e autárquico, por ocasião de cada uma das eleições. Desta vez, e em plena campanha eleitoral, teremos a presença de candidatos a autarquias da área metropolitana do Porto, em representação dos cinco principais partidos. Este último e vital exercício de cidadania é dedicado às políticas culturais de âmbito local. A moderação será da jornalista Inês Nadais, do "Público".

Fonte: Programação FNAC

Paródia Nacional

Neste país
em diminutivo
juizinho
é que é preciso.

Alexandre O'Neill



Ainda não é um verdadeiro "Daily Show" nem passa a pente fino a balbúrdia nacional, mas, por agora, serve para desanuviar e colocar os candidatos às eleições legislativas, mas não só, em «piquenas» situações confrangedoras. Ou seria melhor dizer asfixiantes. A ver vamos como se comporta o quarteto de Carnaxide.

Revista de imprensa

A tónica estará no registo cáustico que os caracteriza, no entanto, não pretendem achincalhar ninguém. Ou melhor, tratar-se-á de um misto de ironia e alguma seriedade que, de todo, não se reveste da postura que costuma ser seu apanágio.


Excerto retirado de artigo do JN ver aqui

Foto: Joana Bougard (JN)

As Marcas Globais na Equação da Crise, artigo opinião

Numa altura em que as grandes marcas globais haviam assumido a queda do império da sociedade de consumo e da comunicação massificada, eis que a crise internacional voltou a colocar sobre a mesa a reformulação das grandes variáveis do marketing | comunicação. É verdade que os factores promoção e distribuição continuam a evoluir no sentido inequívoco da adopção das novas tecnologias, quer para comunicar e reforçar reputação, quer para gerir os aspectos operacionais e logísticos da actividade empresarial. (...)

Fonte: briefing - ler artigo da autoria de Carla Guedes,directora geral REPUTATION aqui

A cultura e os anúncios

«O conhecimento dos hábitos e das atitudes dos consumidores portugueses face à Cultura foram objecto de análise por parte da Nova Expressão. A empresa realizou um estudo, com base em dados da Marktest, em que foram analisados cinco tipos de anunciantes - Cinema, Promotores de Espectáculos, Eventos Especiais e Patrocínios, Instituições Culturais e Livrarias/ Editoras -, e o respectivo investimento em Media.

Uma das principais conclusões do estudo, que é divulgado em exclusivo pelo jornal Briefing de Setembro, assinala a preferência, por parte dos anunciantes, pela Televisão como meio de eleição para promoção dos seus produtos, apresentando naturalmente o maior volume de investimento. A preferência assenta no facto de a sua eficácia ser considerada inquestionável perante a cobertura das populações-alvo, permitindo uma elevada e rápida divulgação.

(...)

O segundo maior investimento destinou-se à Imprensa, já que os anunciantes a consideram como um meio muito eficaz e os "consumidores" de cultura a reconhecem como a mais completa. De referir ainda que, em muitos casos, a Imprensa é destacada como o meio mais especializado na informação sobre a oferta cultural disponível.

A Rádio e o Outdoor surgem, em termos de investimento, como os meios de natureza complementar, que servem para reforçar as campanhas deste sector. Verificou-se também que, a este nível, os cartazes assumem tão-somente um papel principal na divulgação de espectáculos.»

(...)
Fonte: briefing ver aqui

segunda-feira, maio 11, 2009

Exposição Viarco - ISVOUGA


Direitos Reservados

A mais recente exposição patente no ISVOUGA, a quinta da série "Retrospectivas", à única fábrica de lápis de Portugal que tem acompanhado, desde 1936, gerações de portugueses.
Oportunidade para ver muitas das embalagens e séries de lápis que são uma memória da infância.


«A origem do fabrico de lápis em Portugal remonta ao ano de 1907 quando o Conselheiro Figueiredo Faria juntamente com o seu sócio o Engenheiro Francês Jules Cacheux decidem construir em Vila do Conde uma unidade industrial de fabrico de lápis designada por "Faria, Cacheux & C.ª" também conhecida como Portugália.

Em 1931 Manoel Vieira Araújo, industrial experiente da chapelaria e figura proeminente de S. João da Madeira, decide diversificar o ramo de actividade da Vieira Araújo & C.ª Lda, e adquire a Fábrica Portuguesa de Lápis - Portugália. A marca Viarco é assim registada em 1936.

Em 1941, quando o mercado já se encontrava consolidado, a empresa deslocalizou-se de Vila do Conde para as actuais instalações em S. João da Madeira, levando consigo todos os equipamentos e muitos funcionários que decidiram iniciar uma nova vida ao seu lado.

Actualmente a Viarco pretende recuperar o edifício, que alberga um grande espólio de arqueologia industrial, com vista à construção do futuro Museu do Lápis e diversos ateliers para jovens artistas em início de carreira.
O estabelecimento de parcerias com instituições ligadas à educação, cultura e solidariedade que criem dinâmicas de benefício social é outra das prioridades da empresa.»

quinta-feira, abril 30, 2009

Noite na Terra - comédia


Cineclube de Aveiro/ Cinema Oita
de 30 de Abril a 4 de Maio sempre às 22h


Noite na Terra
um filme de Jim Jarmusch

UM HILARIANTE FILME DO REALIZADOR DE CULTO JIM JARMUSCH, AUTOR DE FILMES ICÓNICOS COMO "DOWN BY LAW", "O COMBOIO MISTÉRIO", "DEAD MAN" E "COFFEE AND CIGARETTES".

com:
GENA ROWLANDS
WINONA RYDER
ROBERTO BENIGNI
GIANCARLO ESPOSITO
ROSIE PEREZ

Cinco táxis. Cinco cidades. Uma noite.
Night On Earth é uma sequência de cinco comédias que ocorrem ao mesmo tempo, mas que se passam em diferentes fusos horários, continentes e línguas. Cada uma das histórias centra-se na breve relação que se desenvolve entre um motorista de táxi e o seu ou os seus passageiros, enquanto percorrem a noite, partilhando o espaço fechado de um automóvel, entre o ponto de partida e o seu destino final. O filme começa em Los Angeles, precisamente na altura em que o pôr-do-sol é substituído pela escuridão, passa a seguir para a noite de Nova Iorque, depois Paris, Roma e finalmente Helsinquia onde, terminada a última sequência, o sol nasce outra vez, com a noite eterna de Inverno a dar de novo lugar à luz do dia.

Título original: Night on Earth
Ano: 1991
Realização: Jim Jarmusch
Interpretação: Gena Rowlands, Winona Ryder, Roberto Benigni, Giancarlo Esposito, Rosie Perez, Armin Mueller-Stahl
Origem: França, Reino Unido, Alemanha, EUA, Japão
Duração: 129 min
Classificação: M/12

No Cinema Oita, em Aveiro
(Programação Cineclube de Aveiro).

quinta-feira, abril 23, 2009

8 ou 80?



De um lado canta-se "venham mais cinco" e os artigos ou palavras censuradas estão assinaladas ao longo de toda a revista.

«Quando estiver a ler os textos que se seguem lembre-se de uma coisa: neste número, as palavras, as ideias e as realidades que retratam, e que foram objecto desta "censura" simulada, aparecem cortadas ou sublinhadas, e acompanhadas dos carimbos que a Censura usava nas provas dos textos produzidos pelos jornalistas. Há 35 anos, na prática diária do regime, aqueles trechos cortados eram realidades, pura e simplesmente, apagadas, realidades que deixavam de existir por força do lápis azul do censor», escreve-se no texto que acompanha o vídeo desta edição.




Do outro surge a revista Sábado com as relações escondidas de Salazar com as famílias mais ricas.


Aqui está uma boa oportunidade para reflectir o que foi a realidade do país num passado recente ao mesmo tempo que se deve ter em conta a mais valia da liberdade de expressão e de informação. Num país onde ainda se culpa a liberdade dos males actuais, seria bom fazer a destrinça de que liberdade não é o mesmo que libertinagem, corrupção, ou falta de valores, uma confusão diversas vezes instalada na cabeça de muitos portugueses.

Comunicar (h)Oje

O jornal económico Oje lança um suplemento dedicado à comunicação.
A ideia é «promover junto dos seus leitores a consciência de que uma comunicação bem estruturada nas empresas é determinante para o seu sucesso, bem como apresentar as principais consultoras de comunicação a operar em Portugal e o valor acrescentado que elas podem aportar». Abordam-se temas como rigor, criatividade, comunicação de consumo, Relações Públicas, comunicação financeira, crise, entre outros.

«A comunicação é uma arma poderosa e um instrumento fundamental para se conseguir sobreviver e alcançar o sucesso de qualquer organização. Cada área de negócio comporta especificidades próprias que por si só obrigam à adopção de diferentes estilos e meios de comunicar e de fazer chegar a mensagem pretendida aos seus consumidores».


Oje Comunicar

sexta-feira, abril 10, 2009

Para reflectir: DEZ ANOS POR UM JORNALISMO SUSTENTÁVEL

Por Sandra Monteiro

Publicado em Le Monde Diplomatique

«
Não se pense, contudo, que está criado um «império» mundial de imprensa: a maior parte das edições vive desde sempre com muitas dificuldades, travando uma «guerra assimétrica» contra os gigantes da comunicação (a própria edição portuguesa foi interrompida durante um curto período). De certa forma, essa fragilidade decorre de uma escolha que passa por fazer um jornal diferente, com análises mais longas e aprofundadas; com um investimento forte e dispendioso na reportagem internacional; com a manutenção de estruturas editoriais responsáveis, dedicadas e independentes, que concentram o poder de decisão nos jornalistas e demais trabalhadores; com a recusa de transformar os leitores em clientes; e com a manutenção escrupulosa da regra que diz que as receitas publicitárias não podem ultrapassar 5 por cento do volume de negócios de cada edição

A diminuição do poder de compra causada pela crise reduz a disponibilidade para a compra de jornais, mas não diminui os custos reais de produzir informação. O comentário e a reprodução, em particular na Internet, de informação já existente, pode ser feito praticamente a custo zero, mas dedicar tempo e meios a investigações e reportagens aprofundadas exige necessariamente recursos financeiros, equipas estruturadas e uma concepção dos projectos no longo prazo. Exige um jornalismo sustentável.

O desafio que hoje se coloca consiste em aprofundar cada vez mais o conhecimento do mundo em que vivemos para potenciar a consciência das mudanças que é necessário concretizar. Porque a ausência de responsabilização e de consequências palpáveis, que as pessoas possam sentir nas suas vidas, é dos maiores desmotivadores sociais que possamos imaginar, sobretudo quando já existe uma compreensão do que seria necessário mudar. É algo que afecta a confiança e corrói a coesão social de forma duradoura. Basta pensar na reacção que em cada um de nós suscitam a pantanosa inoperância dos sistemas judiciais ou a manutenção dos paraísos fiscais, que permanecem incólumes, mesmo numa crise como esta.

Podemos apoiar os espaços de informação e debate de ideias que nos proporcionam conhecimento e tempo para desacelerar desse stress informativo que tão pouco tempo deixa ao desenvolvimento da nossa inteligência emocional, à nossa criatividade como cidadãos do planeta, à multiplicidade de linguagens (da informação, da arte…) com que nos construímos. Como afirma o escritor moçambicano Mia Couto, «ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça sair do mundo» [7]. Por aqui, tanto nestas páginas como nos múltiplos espaços de encontro e de debate que a edição portuguesa do Le Monde diplomatique procura criar, vamos continuar a ser mundo, a criar raízes, para que as asas possam voar.
»

terça-feira, abril 07, 2009

Ritual de iniciação - um filme que lembra para não esquecer

9 de Abril, Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
14º aniversário Cineclube da Feira


Estamos em 1983 e as aulas acabaram. Shaun (Thomas Turgoose) é um rapaz de 12 anos, bastante reservado, que está a crescer numa triste cidade costeira e cujo pai morreu em combate, na Guerra das Falklands. Durante estas férias de Verão, Shaun vai encontrar novos modelos masculinos a seguir quando os rapazes da cena skinhead local o aceitam no seu seio. Com estes novos amigos, Shaun descobre o mundo das festas, do primeiro amor e das botas do Dr Martin! É aí que conhece Combo (Stephen Graham), um skinhead mais velho e racista, que saiu há pouco tempo da prisão. Na medida em que o bando de Combo molesta as minorias étnicas da pequena cidade, o caminho está aberto para um ritual de passagem que levará Shaun da inocência à experimentação.

Fonte: IOLcinema

terça-feira, março 31, 2009

Livre acesso na internet... o que aí vem...

Para ler com atenção o artigo :

ESTADO DE VIGILÂNCIA
O Grande Irmão quer cuidar da internet

Por Mário Coelho em 26/3/2009


acessível em Observatorio de Imprensa

em especial a parte que se segue:

Contra o crime, mais controle sobre os internautas

Reproduzido do Congresso em Foco, 25/3/2009

O Ministério da Justiça (MJ) deve apresentar nas próximas semanas um projeto que, caso aprovado, diminuirá consideravelmente a privacidade do usuário de internet. O texto vai aumentar o rigor na identificação dos internautas, exigindo dos provedores de acesso dados como o número do RG e nome dos pais de quem está atrás do computador durante toda a navegação. O objetivo é coibir a prática de crimes na rede.

A ideia do MJ seria similar a um taxista que, quando parasse para pegar um passageiro, exigisse o nome, o RG e a filiação para começar uma corrida. Segundo o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 84/99, que muda o Código Penal para tipificar condutas relacionadas ao uso de sistema eletrônico ou da internet, o ministério quer a inclusão de pontos que não foram discutidos até hoje pelo Congresso.

"O Ministério da Justiça quer alterar alguns pontos do projeto. Entre eles, a pasta propõe a identificação do usuário durante a navegação na internet", disse ao Congresso em Foco o senador, que foi informado pelo próprio ministério da mudança. A proposta é mais restritiva do que a elaborada pelo tucano. No texto que tramita na Câmara, os provedores seriam obrigados a guardar todos os registros de navegação de seus usuários – onde entraram, quanto tempo ficaram – em seus arquivos. O texto diz que eles seriam acessados somente com decisão judicial.

Efeito Obama

«
Nos próximos dois a quatro anos, muito políticos irão tentar replicar a campanha que elegeu Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, baseada no movimento das bases e na tecnologia, e irão falhar. Esta foi uma das principais ideias defendidas ontem por David Plouffe, director e estratega da campanha de Barack Obama, que esteve em Portugal, a convite da Cunha Vaz & Associados, para fazer uma conferência.

«Acho que esta campanha será difícil de replicar. Obama tinha e tem uma ligação única [com os eleitores]. Se outro político tentar basear a sua campanha na tecnologia e no movimento das bases [grassroots movement], provavelmente irá perder», referiu Plouffe.
»

Fonte: Briefing

domingo, março 29, 2009

O Visitante



Walter Vale, um professor viúvo, numa viagem a Nova Iorque para assistir a uma conferência, encontra o seu apartamento ocupado por um jovem casal de imigrantes ilegais. Vale convida o casal, um jovem músico sírio chamado Tarek e a sua namorada senegalesa, a ficar a viver com ele. Uma improvável amizade que acaba por se desenvolver entre o solitário Vale e o vibrante Tarek. Mas os bons momentos depressa são perturbados pela injusta prisão de Tarek e a sua possível deportação. Vale, que está determinado a ajudar, inicia uma verdadeira cruzada pela libertação de Tarek. (Fonte: Sapo)

29 de Março, Biblioteca Municipal da Feira (Cineclube de Santa Maria da Feira)