sexta-feira, setembro 29, 2006

LIVROS: IGNACIO RAMONET

Um dos mais importantes escritores espanhóis na área da comunicação, Ignacio Ramonet, publicou entre outros, os seguintes livros(*):

RAMONET, IGNACIO (1999), A Tirania da Comunicação, Campo dos Media, Campo das Letras, 139 págs.

O livro aborda as censuras e manipulações camufladas em tempos de «farta» democracia. “Novos e sedutores «ópios do povo» propõem uma espécie de melhor dos mundos, distraem os cidadãos e desviam-nos da actividade cívica. Nesta nova época da alienação, no momento da world culture (cultura global) e das mensagens planetárias, as tecnologias da comunicação desempenham, mais do que nunca, um papel ideológico fulcral”, sintetiza o texto da contracapa do livro de Ramonet. A cobertura mediática da morte de Diana, o caso Clinton-Lewinsky, as notícias da Guerra do Golfo e o mimetismo dos meios de comunicação social que repetem e exploram temas até à exaustão, são alguns dos temas aflorados pelo comunicólogo espanhol.

RAMONET, IGNACIO (2000), Propagandas Silenciosas: massas, televisão, cinema, Campo dos Media, Campo das Letras, 232 págs.


Tema recorrente da obra de Ramonet, a manipulação mediática volta a ser a personagem central no livro Propagandas Silenciosas. Os perigos escondidos por detrás da informação e do entretenimento, duas situações para as quais hoje em dia não se encontram fronteiras nítidas, são desvendados pelo autor que considera que as imagens veiculadas em “spots publicitários, filmes-catástrofe, séries policiais, comédias, cenas de guerra e violência… deixam vestígios subliminares cuja influência a longo prazo, acaba por determinar profundamente o nosso comportamento. E por reduzir a nossa liberdade”, acrescenta.

RAMONET, IGNACIO (2003), Guerras do Século XXI, Campo dos Media, Campo das Letras, 176 págs.

Em "Guerras do Século XXI", Ignacio Ramonet faz uma análise das principais características geopolíticas do planeta. A editora Campo das Letras resume assim este livro:
"[...] a globalização e o contra-ataque dos cidadãos; os desastres ecológicos, a desflorestação e a escassez de água potável; as novas tecnologias, os avanços da ciência, o genoma humano; os neofascismos e o futuro da direita e da esquerda.Mas aborda também o papel que os Estado Unidos estão a desempenhar no mundo actual, o problema do Médio Oriente, o terrorismo, a nova ameaça do Paquistão, a Argentina, a nova ordem global, a ONU. Dá um destaque especial ao Fórum Social Mundial de Porto Alegre, assembleia que reúne "os excluídos do planeta, os condenados da globalização", e espaço onde se discute, entre outras questões, a taxa Tobin, o fim dos paraísos fiscais, o desenvolvimento sustentado, a educação, o Tribunal Penal Internacional, a emancipação da mulher à escala planetária, a protecção das minorias indígenas – utopias "transformadas em objectivos políticos concretos neste século XXI que agora começa…".No entender de Ignacio Ramonet, "outro mundo é possível".


RAMONET, IGNACIO (2005), Iraque - História de um desastre, Campo das Letras, 136 págs.

Mais uma vez um dos mais conceituados pensadores da actualidade coloca o dedo na ferida ao estado do mundo. Entre muitas outras reflexões este livro levanta as seguintes perguntas:
Como foi tomada a decisão de invadir o Iraque? Como foi concebida a mais ambiciosa operação de propaganda e de intoxicação de todos os tempos?Que personalidades, em redor do presidente dos Estados Unidos, desejavam desde sempre esta "guerra preventiva"? Por que motivo? Pelo petróleo? Quem são os "falcões"? Qual é a ideologia dos neoconservadores? Quais são as ligações entre esta guerra e os atentados do 11 de Setembro? Como é que os meios de informação foram manipulados? Quem fabricou as grandes mentiras que serviram de pretexto à invasão? Porque é que a invasão do Iraque se revelou um desastre? Quem são os resistentes? Os Estados Unidos poderão libertar-se do lamaçal iraquiano?.

(*) - 4 sugestões para a recensão crítica

Comunicações em Linha - segunda edição revista e aumentada

Este blogue surgiu da vontade de apoiar pedagogicamente os alunos da disciplina de Teorias da Comunicação Social, do curso de Marketing e Relações Públicas, do Instituto Superior de Entre Douro e Vouga, Santa Maria da Feira, no ano lectivo 2005/2006. A finalidade foi permitir, através da consulta semanal deste modo de publicação, o acesso a informações pertinentes e de contextualização das matérias leccionadas, bem como proporcionar material de apoio que ajudasse a melhor perceber o universo comunicacional.
No presente ano lectivo, o blogue continuará a dar ênfase às escolas e autores do pensamento comunicacional contemporâneo, como forma de introduzir o aluno nos meandros de uma área vasta que será a médio prazo o seu universo profissional.
Como complemento serão aconselhadas leituras e disponibilizadas informações actuais sobre os fenómenos comunicacionais que se julgarem pertinentes.
Para que este modelo não se esgote apenas na circulação de comunicação descendente, os próprios alunos terão oportunidade de publicar artigos sobre as matérias leccionadas.
Sempre que possível serão sugeridas actividades culturais, publicados resumos de filmes e apresentadas boas oportunidades de leitura.
Também se aceitam recensões críticas de livros e opiniões sobre filmes de cinema, programas de televisão ou opiniões sobre o estado da nação e do mundo e que de algum modo se relacionem com o mundo das comunic@ções em linha.

O que quer dizer...

Comunicar quer dizer pôr em comum; tornar conhecido; fazer saber; participar; ligar; pôr em contacto; transmitir; conviver com; ter correspondência; ter passagem comum.

O termo comunicação não tem sido definido de modo consensual por todos os autores. Os próprios modelos de comunicação propostos ao longo dos anos (desde Shannon e Weaver, passando por Lasswell, Schramm, Gerbner, DeFleur ou Maletzke) foram acrescentando pormenores e conceitos ao processo comunicativo.

Mas e o que quer dizer Meios de Comunicação, Mass Media ou Sociedade de Informação?
De que falamos quando dizemos Comunicação Social? Diz-se Media ou Medium? O que são self-media? E, afinal, para que servem as teorias da comunicação? Há alguma estrutura que regule a comunicação social?

Estes são alguns dos pontos a discutir nas próximas aulas de TCS...

Nota:
A Associação para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação possui um glossário com algumas definições (e/ou orientações) para alguns dos termos referidos na disciplina.

Em HARTLEY, John (2004), Comunicação, Estudos Culturais e Media. Conceitos-chave. Lisboa: Quimera. 1ª edição, podem ser encontradas definições para estes e muitos outros termos.

quarta-feira, setembro 13, 2006

EM ACTUALIZAÇÃO...

"Look the book"






















(Filme de 4 de Outubro de 2006 - na Associação Cultural MERCADO NEGRO, em Aveiro.




DE 13 SETEMBRO A 4 OUTUBRO - entrada livre

Ciclo de Cinema "Look The Book", na Associação Cultural MERCADO NEGRO, Aveiro

Quarta 13 Setembro

"1984", a partir do livro de George Orwell

Quarta 20 Setembro

"Hiroshima, Mon Amour", de Alain Resnais

a partir do livro de Marguerite Duras


Quarta 27 Setembro

"Ana Karennina", de Clarence Brown

a partir do livro de Leon Tolstoi

Quarta 4 Outubro

"Fahrenheit 451", de François Truffaut

a partir do livro de Ray Bradbury


Associação Cultural Mercado Negro
R. João Mendonça, 17, 3800-200 Aveiro
http://mercadonegro-aveiro.blogspot.com/
mercadonegro.correio@gmail.com

terça-feira, janeiro 03, 2006

PSEUDO-EVENTOS

“A produção de eventos constitui um dos principais instrumentos da acção política. Boorstin chama-lhes “">pseudo-eventos” e define-os como possuindo as seguintes características: não são espontâneos; surgem porque foram planeados; são criados para serem cobertos pelos media; o seu sucesso mede-se pela amplitude da sua cobertura; a sua relação com a realidade subjacente à situação é ambígua; geralmente, funcionam como uma auto promoção.
Os políticos são os maiores criadores de eventos. Nos EUA, Roosevelt, com a colaboração de um amigável conjunto de jornalistas que integravam o press corps da Casa Branca, tornou-se um fazedor de pseudo-eventos e de sound-bites que enchiam as primeiras páginas dos jornais, transformando as conferências de imprensa, habitualmente rituais sem interesse, na maior instituição nacional fazedora de notícias, através de um processo informal de conversa e troca de ideias. Sabendo como os jornalistas vivem ávidos de notícias, Roosevelt ajudava-os a construí-las, orientando-as segundo os seus próprios interesses. Boorstin afirma que nos tempos actuais é possível construir uma carreira política inteiramente com pseudo-eventos. E aponta o caso de McCarthy que inventou a conferência de imprensa da manhã para anunciar a conferência de imprensa da tarde. Os repórteres acorriam e preparavam os títulos para os jornais do dia seguinte com o anúncio das revelações que McCarthy dizia que faria à tarde, a uma hora que não permitia divulgação no dia seguinte. Os jornais eram, assim, alimentados com anúncios que muitas vezes falhavam. Sem a ajuda dos jornalistas, os políticos não poderiam criar os eventos que lhes trazem poder e notoriedade. Os jornalistas são, nesta matéria, aliados dos políticos. As instituições políticas são grandes produtoras de pseudo-eventos. Uma grande percentagem das notícias publicadas na imprensa escrita inclui informação baseada em comunicados, estudos ou relatórios. Os próprios jornalistas consideram que a imprensa concede demasiada atenção a eventos, com prejuízo da investigação própria. Contudo, fiéis ao princípio de que a primeira missão de um jornal é produzir diariamente notícias de actualidade, dedicam-se, sobretudo, à descoberta de novas "estórias". As democracias modernas multiplicaram os pseudo-eventos e desenvolveram profissões que os criam e ajudam a interpretá-los. A desproporção entre o que os cidadãos necessitam de saber e o que podem saber é cada vez maior. Essa desproporção cresce com o aumento da capacidade de esconder e orientar a informação por parte do poder. Os jornalistas necessitam de corresponder a esse crescimento e assim seleccionam e procuram novos temas para informar. O jornalista é ele próprio um gerador de notícias. Ao insistir junto dos assessores e dos políticos para obter novos ângulos e novas abordagens que lhe permitam apresentar novas "estórias", está a criar pseudo-eventos. É vulgar os jornalistas solicitarem comentários por parte dos políticos a situações hipotéticas, gerando notícias completamente fictícias do ponto de vista da sua espontaneidade. É o que se chama “fazer render as notícias”. A pressão do tempo e a necessidade de conseguir uma corrente contínua de notícias leva os jornalistas, sobretudo os correspondentes ou os que são destacados junto de instituições, ao uso de entrevistas e outras técnicas de criação de pseudo-eventos, algumas muito agressivas e engenhosas. As novas formas de criação de pseudo-eventos, especialmente no campo político, baralham os papéis de políticos e jornalistas. O político, de algum modo compõe a "estória" (por exemplo ao fazer uma conferência de imprensa). O jornalista, por seu turno, pressionando o político para fornecer comentários ou entrevistas, é um criador de notícias. Esta situação torna difícil aos cidadãos perceberem o que é, de facto, a realidade quando os próprios protagonistas também não sabem. Os jornalistas procuram constantemente novas “estórias” e os líderes políticos são a sua fonte principal. Para saberem o que eles pensam e fazem, cultivam relações com os políticos. Por seu turno, os políticos necessitam dos media para fazerem chegar ao público as suas mensagens. Por isso, cultivam igualmente relações com os jornalistas: promovem briefings, garantem-lhes acesso a locais e a eventos oficiais e, por vezes, fornecem-lhes espaço de trabalho. A produção de notícias é, assim, um processo de negociação e de renegociação constante, através do qual os reporteres identificam o tipo de pessoas que servirão como boas fontes de informação sobre os acontecimentos produzidos. Gaye Tuchman vê nos procedimentos profissionais que levam os jornalistas a solicitar reacções e comentários aos acontecimentos por parte de figuras institucionais, o privilegiar de líderes legitimados, deixando ao “homem da rua” o papel simbólico de representação de outros e não de representante de outros. Para a maioria dos jornalistas que cobrem a política o conceito de notícia abrange actividades concretas como uma votação, uma decisão de um órgão de soberania, um discurso presidencial ou ministerial que ocorra no espaço de 24 horas. A grande maioria das notícias incide sobre eventos que aconteceram no dia anterior, no próprio dia, ou que é suposto acontecerem no dia seguinte. Ora, a concentração do jornalismo nos eventos é propensa a uma eficiente intervenção dos staffs. Um bom exemplo do entrosamento entre sujeito e objecto, entre história e historiador, entre actor e repórter, é a chamada “fuga” de informação. A "fuga" tornou-se uma instituição, sendo um dos processos mais usados na transmissão de informações por parte das fontes oficiais. Boorstin define a “fuga” como um meio, através do qual uma fonte oficial com um propósito bem definido, fornece uma informação, faz uma pergunta ou uma sugestão. Mais que um anúncio directo, a "fuga" presta-se muito melhor a esconder determinados objectivos A "fuga" é o pseudo-evento por excelência. Na sua origem e crescimento, a "fuga" ilustra outro dos axiomas do mundo dos pseudo-eventos: um pseudo-evento produz novos pseudo-eventos. A "fuga" começou como uma prática ocasional de uma fonte oficial transmitir informação confidencial a alguns jornalistas. Hoje, tornou-se uma maneira institucional de transmitir informação. A sua ambiguidade e o ambiente de confidência e intriga em que se processa criam um clima de confiança entre jornalistas e fontes. As regras respeitantes ao “off record” e à atribuição das fontes são especialmente importantes no caso das “fugas” de informação. A chamada informação de background e os encontros off-record tornaram-se, por outro lado, uma espécie de balões de ensaio ou mesmo instrumentos diplomáticos. São, muitas vezes, a base de desmentidos oficiais e de especulação para colunistas e comentadores além de temas de entrevistas e discussões públicas.A técnica da conversa de background em que os políticos fornecem enquadramentos dos factos aos jornalistas, é um sistema colaboracionista que produz a impressão de uma franqueza e espontaneidade naturais. É uma maneira de fornecer notícias ou matérias para artigos de opinião, geralmente favoráveis aos políticos, mas que interessam aos jornalistas dado satisfazerem a sua avidez de informação e lhes proporcionarem relações pessoais com o poder. Esta prática tornou-se hoje corrente por parte de políticos e jornalistas que vêem nela uma fonte de inspiração para os seus textos.Boorstin refere que em Washington um bom teste para avaliar as aptidões de um repórter reside na capacidade que ele possuir de penetrar nessas zonas recônditas e sombrias da informação, de conseguir uma relação com fontes bem colocadas e desenvolver um vocabulário específico relativamente a este tipo de situações. Esses repórteres vivem numa penumbra entre factos e fantasias. Ajudam a criar obscuridade, quando era suposto esclarecerem. Estas aptidões são também característica das fontes importantes: “Saber negar a verdade sem realmente mentir”. A explicação para esta conjugação de interesses entre jornalistas e políticos, aparentemente contraditória, reside, em parte, na própria natureza do trabalho jornalístico. Como escreveu Thomas Patterson a política não é o que mais interessa aos jornalistas. O mais importante para um jornalista é ter uma “estória” para contar. (...) Num debate organizado pela Columbia Journalism Revue , a propósito do envolvimento militante dos media relativamente ao caso Clinton/Lewinsky, a correspondente da Casa Branca da Rádio Pública Nacional dos EUA afirmou que a maioria dos jornalistas que surgiram a falar do caso faziam-no como comentadores e, portanto, emitiam apreciações pessoais. Não agiam como repórters baseados em fontes credíveis ou em investigação própria.. O problema, segundo um dos participantes nesse debate, está no facto de o público nem sempre perceber a diferença entre comentadores e repórteres, levando-o a avaliar os media e o jornalismo como um todo que realmente não são”.

Excerto de um texto de Estrela Serrano intitulado JORNALISMO E ELITES DO PODER.

domingo, dezembro 04, 2005

Mais pseudo-eventos

‘O maior obstáculo à descoberta não é a ignorância, mas a ilusão do conhecimento’ (Daniel Boorstin)

O CASO FÁTIMA FELGUEIRAS

Daniel Boorstin e os pseudo-eventos

Pseudo-eventos (artigo de Estrela Serrano "Jornalismo e Elites do Poder")
Exemplo de Pseudo-evento ( de acordo com Eduardo Cintra Torres "Drama e emoção na política")

quarta-feira, novembro 09, 2005

Edukadores



Jan, Peter e Jule estão a viver a sua juventude rebelde. Estão unidos pela sua paixão de mudar o mundo.
Jan canaliza a sua fúria defendendo que os mais ricos devem ser “edukados”. O seu companheiro de casa, Peter, partilha os mesmo ideais, mas é mais descontraído. Jule, a namorada de Peter, muda-se lá para casa porque já não consegue sobreviver com o seu salário de empregada num restaurante.
Jule não sabe muito sobre o movimento de Jan e Peter “Os Edukadores”, que misteriosamente e de forma criativa deixa mensagens, tais como “Os Vossos Dias de Abundância estão contados” em casa dos mais ricos. Mas Jule também tem um segredo: um acidente de automóvel no passado estragou-lhe a vida e obriga-a a fazer pagamentos mensais a um rico empresário, Hardenberg.
Com Peter de férias, em Barcelona, Jan e Jule decidem entrar na casa de Hardenberg para o “edukarem”. Começam também a perceber a atracção mútua que existe entre os dois. Jan e Jule são obrigados a voltar outra vez a casa de Hardenberg por causa de um telemóvel esquecido, mas são surpreendidos pelo proprietário. Telefonam a Peter a pedir ajuda, mesmo sabendo que assim ele poderá descobrir o seu romance.
O trio decide então raptar o rico empresário e levá-lo para uma casa na montanha. Aí os jovens idealistas ficarão frente-a-frente com os valores da geração no poder.

O filme parte de um discurso com um pouco de Maio de 68, mas a partir daí navega entre a retórica anti-globalização e uma interessante redefinição da acção política directa como algo inócuo e divertido. “Acho que os filmes políticos são sempre necessários. Nos jovens alemães, a consciência política está muito diluída. Noto isso em mim. Não que eu seja um revolucionário ou um anarquista mas partilho muitos dos ideais dos Edukadores e tenho consciência política. Sei que não vamos mudar o mundo com meia dúzia de filmes, mas talvez consigamos pôr as pessoas a pensar”, diz Daniel Brühl, o actor principal.

Fonte: Dossiê de imprensa da Atlanta Filmes

terça-feira, novembro 01, 2005

FILME: Crónicas




O programa de televisão "Uma hora com a Verdade" é transmitido todas as noites de Miami para toda a América Latina, com as histórias sensacionalistas mais fortes que se podem encontrar.
Para um desses programas, o apresentador Manolo Bonilla (John Leguizamo) voa para o Equador, na companhia da produtora Marisa (Leonor Watling) e o operador de imagem Ivan (José Maria Yazpik), seguindo a pista de um violador e assassino de crianças, conhecido como "O Monstro de Babahoyo".
A morte acidental de uma criança leva os habitantes de uma pequena povoação a quase linchar Vinicio Cepeda (Damián Alcázar), um humilde vendedor de Bíblias. A intervenção de Manolo salva a vida do homem. É uma grande história para o programa.
Vinicio é mesmo encarcerado, por homicídio involuntário, e oferece a Manolo informações sobre o "Monstro", a troco de uma reportagem sobre a sua injusta situação. Manolo aceita, atraído pelo lado obscuro que pressente em Vinicio, e começa a quebrar todas as regras, decidido a ser ele o herói que detém o assassino com as suas próprias mãos.