quarta-feira, junho 06, 2007

Ao vivo e a cores






Uma mala branca: a La.ga. Doze criadores: Paula Guedes, Sandra Lourenço, Liliana Reis, Paulo Moreira, Ivo Maia, Pedro Barbosa, Marta Bernardes, Joni Silva, Ricardo Fonseca, Hernâni Brandão, Bibiana Grave e Sandra Moreno e Sara Oliveira vão transformar ao vivo uma criação premiada com o Troféu Sena da Silva em 2002.
O acontecimento é a 16 de Junho nas imediações da loja Ivo Maia em Santa Maria da Feira.

A mala LA.GA, da KRV KURVA, é fabricada em Portugal pela Tyvek 100% GRaphics Quality. É resistente à água e a contaminações radioactivas, pesa 40 gramas e suporta cargas acima dos 55Kg.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Uma verdade inconveniente

EM EXIBIÇÃO DOMINGO, 11 DE FEVEREIRO, 21H30, NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA


Cineclube de Aveiro - Cinema Oita, Av. Lourenço Peixinho, Aveiro

- An Inconvenient Truth, de 25 a 29 de Janeiro, às 22h

Um filme de: Davis Guggenheim
Com: Al Gore
Ano: 2006
Idade: M/12
Duração: 100 minutos
Género: Documentário
País de Origem: EUA

"Uma Verdade Inconveniente, um documentário conduzido pelo ex-senador dos EUA Al Gore, é uma tentativa para despertar as consciências dos cidadãos e da classe política para os perigos do aquecimento global e para a diminuição das reservas de água do planeta. Depois da derrota nas eleições de 2000, Al Gore passou a dedicar-se exclusivamente às questões ambientais, tendo, nos últimos anos, proferido mais de mil conferências por todo o mundo. Neste filme é esse projecto de vida e essa luta que serão mostrados, a par com informação científica a atestar a verdade do quadro ambiental por ele traçado.
Um dos documentários-sensação de 2006 nos festivais de Cannes e Sundance, Uma Verdade Inconveniente de Davis Guggenheim é um filme imprescindível pela mensagem que encerra e que a todos diz respeito. E por mostrar que o tempo de agir é agora".

quarta-feira, janeiro 17, 2007

FILME: Obrigado por fumar




18 a 24 de Janeiro 17h e 22h (excepto à 2ª Feira) - CENTRO MULTIMEIOS, ESPINHO

Thank you for Smoking, de Jason Reitman
Com: Aaron Eckhart, Maria Bello, Cameron Bright, William H. Macy, Katie Holmes, Robert Duvall
EUA. 2005. 92 min. Comédia. M/12


Como porta-voz da empresa Big Tobacco, Nick Naylor foi chamado de muita coisa: assassino de massas, assassino de crianças, sanguessuga, explorador e até Yuppie Mefistófeles. É um trabalho duro defender os direitos dos fumadores e dos produtores de cigarros na cultura neo-puritana de hoje. Mas, como diz o próprio Nick, se ele quisesse um trabalho fácil teria ido trabalhar para a Cruz Vermelha. Confrontado pelos extremistas da saúde empenhados em banir o tabaco e por um senador oportunista que quer colocar rótulos de veneno nos maços de cigarros, Nick lança-se numa ofensiva acção de relações públicas. Mas começa a preocupar-se com a imagem que pode estar a construir aos olhos do seu jovem filho...


Nomeado para 2 Globos de Ouro:Melhor Filme Musical ou ComédiaMelhor Actor num Musical ou Comédia - Aaron Eckhart

domingo, janeiro 07, 2007

O Quinto Poder

O papel hegemónico da comunicação social sobre os indíviduos é exposto por Ignacio Ramonet no texto "El quinto poder" (artigo também disponível no sítio da disciplina).

Num outro artigo ("Informarse cuesta", editorial do Le Monde Diplomatique espanhol de Novembro de 1995) o mesmo autor já apontava algumas das dificuldades em obter e seleccionar informação no mundo actual.

domingo, dezembro 10, 2006

Sociedade em Rede

Reflexão sobre a obra de Manuel Castells


"A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em rede" (M. Castells).

O sociólogo catalão Manuel Castells na trilogia “A sociedade de informação” faz um apanhado mundial das mutações em curso provocadas pela Sociedade em rede. Em boa verdade, numa sociedade cada vez mais comunicacional e global, novas formas de marginalização surgem, com destaque para os info-excluídos, não só dos países menos desenvolvidos, mas também daqueles que nas sociedades mais tecnológicas estão de fora.

Em simultâneo, com o desenvolvimento, os conceitos como globalização, flexibilidade e rentabilidade do trabalho passaram a coabitar com a necessidade de se encontrar um caminho de, através dessa nova infra-estrutura comunicacional, construir uma sociedade melhor, aproveitando as potencialidades da sociedade informacional como forma de combater as desvantagens de um mundo desigual em termos demográficos, sociais, políticos, económicos e culturais.

Para alguns autores como Dominique Wolton (1999:28-29), o surgimento de novas formas de comunicação vieram levantar questões essenciais tais como:

“(…) para que servem todas estas tecnologias de comunicação? Qual a relação entre as necessidades de comunicação dos homens e das sociedades e das sociedades e esta explosão da tecnologias? Até que ponto vai a necessidade humana de comunicar? Que relação existe entre relação técnica e comunicação humana? Para que servem todas estas cadeias de entregas ao domicilio? E qual a utilidade de poder consultar directamente a Biblioteca de Alexandria ou a do Congresso dos Estados Unidos? Quais são os custos e o preço desta revolução? Que desigualdades e que relações de força dela emanam? Que problemas resolvem as tecnologias de comunicação, e que problemas colocam? Face a estas questões de bom senso, o dogma actual – pois trata-se de um dogma – assimila a felicidade individual e colectiva à capacidade de estar ‘ligado’”.

No primeiro volume da trilogia “A sociedade de informação”, Castells (2002:25) faz a distinção entre os conceitos de “sociedade da informação” e “sociedade informacional”. No primeiro caso, é destacado o papel da informação na sociedade. No segundo, está implicada a existência “de uma forma específica de organização social na qual a produção de informação, o seu processamento e transmissão se tornam nas fontes principais da produtividade e do poder”.

O autor defende ainda que “a economia é informacional (…) pois os atributos culturais e institucionais de todo o sistema social devem ser incluídos na implementação e difusão do novo paradigma tecnológico” (Castells, 2002: 122).

O novo paradigma – o da tecnologia da informação – possui como componentes cinco factores:
a informação é a matéria-prima;
penetra em todos os sectores da actividade humana;
está estruturada em rede;
é altamente flexível – admite a readaptação permanente - e, por último, está aberta convergência e à interdisciplinaridade ao admitir a união de diferentes áreas.
A sociedade em rede

“As novas tecnologias da informação estão a integrar o mundo em redes globais de instrumentalidade” (Castells, 2001:26).
A “nova economia” é “informacional, global e em rede” (2002: 95).

No final do segundo milénio da Era Cristã, foram vários os acontecimentos historicamente importantes que transformaram o cenário social da vida humana. Uma revolução tecnológica, centrada nas tecnologias da informação, começou a remodelar, de forma acelerada, a base material da sociedade. (...) O próprio capitalismo passou por um processo de profunda reestruturação, caracterizado por maior flexibilidade na gestão; pela descentralização e ligação em rede das empresas entre si e com outras empresas; pelo considerável fortalecimento do capital em relação ao trabalho, com o declínio concomitante da influência do movimento sindical; pela crescente individualização e diversificação das relações de trabalho; pela incorporação maciça de mulheres na força de trabalho remunerado (...) pela intervenção do Estado para desregular os mercados de forma selectiva e destruir o Estado-Providência”.
(Castells, 2002).

A emergência de um novo paradigma tecnológico organizado em torno das novas tecnologias de informação com mais capacidades e mais flexíveis permite que a própria informação se torne num produto do processo de produção” (Castells, 2002: 96).

Para Castells existe uma dualidade entre o espaço dos fluxos e o espaço dos lugares. O primeiro é o lugar das redes globais. Situa-se algures no ciberespaço, o mesmo em que se localiza a Internet, as intranets, as redes de Multibanco, os circuitos financeiros as redes de telecomunicações, isto é, o espaço da “era da informação”, local por excelência do poder, circulação de dinheiro e de informação.
Geograficamente ficamos órfãos. Na nova acepção de tempo e espaço navegamos em nenhures. Para Castells esta desterritorialização traz uma vantagem: a lógica organizacional não depende do espaço, ao contrário das organizações situados numa dada morada, constituídas por pessoas e que são dependentes desse espaço. A lógica organizacional encontra-se no espaço dos fluxos, que se situa acima do dos lugares, por isso, menos permissiva a ser influenciada por contextos sociais. É aqui que entra a globalização. De um lado estão as potências que “habitam” o espaço dos fluxos e o dominam e, por outra, estão aqueles que se encontram no espaço dos lugares: incapazes de negociar, com menos formação, sem poder sobre o investimento, os excluídos.
Para debater:
O que é a Internet? O que é a Sociedade em Rede? O que é a nova economia? O que é uma Cidade Digital? Qual o impacto das novas tecnologias nas nossas vidas? Existe jornalismo on-line? Quem são os webjornalistas? Os jornais vão acabar? Que novas formas de sociabilidade surgirão? Diminuiram as assimetrias entre países desenvolvidos e não desenvolvidos? Afinal, existe uma aldeia global?
Textos de Apoio:

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Apresentação de Livro no Orfeão - 8 Dezembro, 17h


Dia 08 de Dezembro pelas 17h, Orfeão de Santa Maria da Feira, no âmbito da Feira do Livro

Sessão de autógrafos com Rui Pedro Silva
Apresentação do Livro: "Contigo Torno-me Real"

O "Contigo Torno-me Real" é um livro sobre os Doors em homenagem a Jim Morrison, versando a sua influência na arte e o culto que lhe é prestado. É uma obra que tem a plena aceitação dos três Doors sobreviventes (com os quais o autor tem relações cordiais) assim como as personalidades mais significativas do staff original da banda e artistas nacionais e internacionais.

O Prefácio foi escrito por Jac Holzman, o Presidente e Fundador da Elektra Records, a editora que lançou a banda. Foi Jac Holzman que retirou os Doors do circuito de clubes da Sunset Boulevard em Los Angeles (Whisky a Go-Go), assinou contracto com eles e deu-os a conhecer ao mundo. Tal como os Doors Holzman lançou os Queen, Alice Cooper, Tim Buckley e muitos outros. Jerry Hopkins e Danny Sugerman, autores da biografia oficial dos Doors: "Daqui Ninguém Sai Vivo", são também algumas das ilustres personalidades internacionais que compõe a obra.
Nesta obra, Rui Pedro Silva quis também dar voz aos músicos portugueses e dessa forma convidou diferentes artistas e confrontou várias gerações desses músicos. Dos participantes destacam-se nomes como: Rui Veloso, Sérgio Godinho, Jorge Palma, Tim e Zé Pedro (Xutos e Pontapés), António Manuel Ribeiro (UHF), Luís Represas, Pedro Abrunhosa, João Grande (Táxi) Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Fernando Girão, Fernando Martins (Ritual Tejo) Miguel Guedes (Blind Zero), Abel Beja (Primitive Reason), Carlos Tê (compositor), Corvos, Quinta do Bill, Santos e Pecadores, etc.


O autor:
Para além da paixão pela mítica banda do Rei Lagarto, Rui Pedro Silva é licenciado em Ciências da Comunicação que concluiu em 2000 com uma tese que versa o contraste entre o homem (Jim Morrison) e o seu mito (o Rei Lagarto). Em 2001 foi considerado o maior fã dos Doors em Portugal. Essa distinção veio da própria Warner Music e da Rádio Comercial. Um dos factores que pesou crucialmente para essa escolha foi a transposição do conhecimento e afecto que tem
pelos Doors para um trabalho científico.

A 3 de Julho de 2001, foi convidado a estar presente no tributo do 30º aniversário da morte de Jim Morrison em Paris. Esteve no cemitério de Père Lachaise (no túmulo de Morrison) na companhia de Ray Manzarek (organista dos Doors), Danny Sugerman (Biógrafo dos Doors) e de milhares de fãs provenientes de todos os recantos do mundo. Poucas horas mais tarde, esteve a convite no magnífico tributo restrito que Ray Manzarek e Danny Sugerman prepararam para os fãs e que decorreu no teatro parisiense "Les Bouffes Du Nord". Nesse teatro Rui Silva assistiu a momentos únicos e estreitou laços com Ray e Danny que viriam a revelar-se cruciais.

Fim de semana no Luso-Brasileiro

sexta-feira, dia 8
15h00 PULSAR GLAUBERIANODi - Glauber, Glauber Rocha, 18’Dramática, Ava Gaitan Rocha, 19’De Glauber Para Jirges, André Ristum, 18’
16h45 BRASIL REAL 1À Margem do Concreto, Evaldo Mocarzel, BR, 84
20h30 Sangue Novo: Gustavo Acioli Cão Guia, 18’Numa Noite Qualquer, 11’Nada a Declarar, 9’Mora na Filosofia, 9’
22h00 Filme Produzido pelos 10 Anos do Festival de Santa Maria da Feira Rusga, Rui Pedro Tendinha, PT, 16’
22h30 Sessão Competitiva de Longas Metragens 5 Incuráveis, Gustavo Acioli, BR, 82’
24h00 Sessão Competitiva de Longas Metragens 6 Wood & Stock – Sexo, Orégano e Rock’N’Roll, Otto Guerra, BR, 81’

sábado, dia 9
15h00 BRASIL REAL 2 Atos dos Homens, Kiko Goifman, BR, 75’
16h45 SESSÃO ESPECIAL 1Rockumentário, Sandra Castiço, PT, 40’Humanos – A Vida em Variações, António Ferreira, PT, 33’
20h30 Sessão Competitiva de Curtas Metragens 5Alguma Coisa Assim, Esmir Filho, BR, 15’A Vida ao Lado, Gustavo Galvão, BR, 12’Vermelho Rubro do Céu da Boca, Sofia Federico, BR, 18’Noite de Sexta Manhã de Sábado, Kleber Mendonça Filho, BR, 15’
22h00 Sessão Competitiva de Longas Metragens 7 O Céu de Suely, Karim Ainouz, BR, 88’
24h00 Somos Todos Filhos da TerraBerlinball, Anna Azevedo, BR, 17’Stuart, Zepe, PT, 11’Estertor, Davi Moori, Victor Reis, Diogo Dias, BR, 15’Teoria da Paisagem, Roberto Bellini, BR, 3’Sniper # 1, Paulo Abreu, PT, 3’Tyger, Guilherme Marcondes, BR, 4’Tapa na Pantera, Rafael Gomes, Esmir Filho, Mariana Bastos, BR, 3’

domingo, dia 10
15h00 BRASIL REAL 3 Meninas, Sandra Werneck, BR, 71’
16h45 SESSÃO ESPECIAL 2Quarta B, Marcelo Galvão, BR, 90’
20h30 SESSÃO ESPECIAL 3O Ano Mais Longo, Marco Martins, PT, 30’
21h30 Sessão de Encerramento Entrega de PrémiosCarreiras, Domingos de Oliveira, BR, 73’

Fim de semana no Luso-Brasileiro



Hoje no auditório da Biblioteca Municipal

20h30 Sessão Competitiva de Curtas Metragens 4 Jonas e a Baleia, Felipe Bragança, BR, 19’Joyce, Caroline Leone, BR, 14’Beijo de Sal, Fellipe Gamarano Barbosa, BR, 18’Realce, João Carrilho, PT, 13’

22h00 Sessão Competitiva de Longas Metragens 4 A Concepção, José Eduardo Belmonte, BR, 90’
24h00 Edgard NavarroAlice no País das Mil Novilhas, 18’O Rei do Cagaço, 9’Exposed, 7’Porta de Fogo, 21’Lin e Katazan, 8’Superoutro, 45’

domingo, novembro 26, 2006

O fabrico de acontecimentos

Uma das prioridades no universo da comunicação passa pela necessidade de se ser notícia. Seja nos meios políticos, desportivos, culturais, económicos, científicos e até religiosos há uma procura incessante pela conquista de um espaço na esfera mediática. De preferência a conquista desse espaço espera-se pela divulgação de uma imagem favorável.

Na verdade, a intenção de fazer parte do espaço mediático, - de uma forma positiva -, é um dos esforços do trabalho dos profissionais de comunicação e de Relações Públicas. A ideia é transmitir uma boa imagem, conquistar notoriedade, torna-se de certo modo visível junto da opinião pública, cada vez mais “orientada” pelos Meios de Comunicação Social nos seus modos de pensar, e sobre o que pensar (agenda-setting), dos seus modos agir e até nos comportamentos, hábitos e atitudes.

Daniel Boorstin criou a propósito o termo pseudo-evento, um acontecimento não espontâneo, criado apenas e só para ocupar um espaço no universo mediático.

De facto, os pseudo-eventos são “acontecimentos” criados com o objectivo de serem noticiados, isto é, se não fossem organizados nunca seriam notícia.

Boorstin também se referiu às fugas de informação. Tal como lembra Serrano: “A "fuga" tornou-se uma instituição, sendo um dos processos mais usados na transmissão de informações por parte das fontes oficiais. Boorstin define a “fuga” como um meio, através do qual uma fonte oficial com um propósito bem definido, fornece uma informação, faz uma pergunta ou uma sugestão. Mais que um anúncio directo, a "fuga" presta-se muito melhor a esconder determinados objectivos. A "fuga" é o pseudo-evento por excelência. Na sua origem e crescimento, a "fuga" ilustra outro dos axiomas do mundo dos pseudo-eventos: um pseudo-evento produz novos pseudo-eventos. A "fuga" começou como uma prática ocasional de uma fonte oficial transmitir informação confidencial a alguns jornalistas. Hoje, tornou-se uma maneira institucional de transmitir informação. A sua ambiguidade e o ambiente de confidência e intriga em que se processa criam um clima de confiança entre jornalistas e fontes. As regras respeitantes ao “off record” e à atribuição das fontes são especialmente importantes no caso das “fugas” de informação”.

Os bastidores

A chamada informação de background e os encontros off-record (informação partilhada entre intervenientes e jornalistas sem que os primeiros assumam as declarações e os segundos revelem a identidade dos primeiros) têm sido formas habituais de se publicarem notícias.
À posteriori algumas destas declarações são desmentidas.

Características de um pseudo-evento:
- Não é espontâneo
- é planeado e produzido com antecedência.
- é produzido para ser objecto de cobertura mediática, para adquirir visibilidade.

Para Estrela Serrano:

"A conferência de imprensa de Fátima Felgueiras, no passado dia 11, transmitida em directo na abertura dos principais noticiários dos três canais de televisão, constitui um pseudo-evento, no sentido em que o define Daniel Boorstin – acontecimentos ‘artificiais’, não espontâneos, criados para serem cobertos pelos media e cujo sucesso depende da amplitude da sua cobertura. Correspondem à procura crescente de notícias que caracteriza as democracias contemporâneas”.

“Os políticos e os jornalistas são os maiores criadores de pseudo-eventos. Os primeiros, porque precisam de ser notícia, na medida em que é essencialmente através dos media que transmitem aos cidadãos as suas propostas e as suas ideias, e os segundos porque precisam de satisfazer as expectativas dos seus públicos em matéria de informação. Para corresponderem a essas expectativas, e não existindo acontecimentos ‘naturais’ em número suficiente para ‘alimentar’ a procura de notícias, os media criam pseudo-eventos. Como refere Boorstin, o ‘repórter de sucesso’ é aquele que é capaz de encontrar uma história mesmo que não tenha acontecido nada de relevante. E, se não consegue encontrá-la, pode sempre questionar uma figura pública para obter uma declaração ‘interessante’. Pode, também, descobrir um surpreendente ‘interesse público’ num qualquer evento vulgar, através da técnica ‘a notícia por detrás da notícia’”.



LEITURAS IMPORTANTES:

SERRANO, ESTRELA
"O relato antecipado", , Diário de Notícias, Lisboa, 24/6/01
"Jornalismo e Elites do Poder", Ciberlegenda, nº 12, 2003

TORRES, EDUARDO CINTRA
"A feliz prisioneira", Público

sábado, novembro 18, 2006

Breve Glossário de comunicação

·1 Gatekeeper.
É visto como filtro ou porteiro da informação.

·2 Newsmaking.
É considerado o conjunto de rotinas e de critérios profissionais do processo produtivo.

·3 Unwitting bias.
Resultante da cultura profissional, da ideologia dos jornalistas.

·4 Newsworthiness.
Refere-se ao conjunto de regras que estabelecem as rotinas relativas aos critérios de noticiabilidade.

·5 Agenda-setting.
Abrange a hierarquização dos temas tratados pela imprensa.

·6 Tematização.
Diz respeito às modalidades particulares do agenda-setting.

·7 Event/news.
São os acontecimentos noticiosos veiculados pelos meios de comunicação social.

·8 News/values.
São os Valores/Notícia.

Fonte: Sociuslogia